De esperança e de amor.


Vez ou outra ponho a cara na janela para ver se tem alguém se aproximando da minha porta. Enquanto houver vida, as possibilidades existirão. Cada uma se ocupa do que pode. Eu ainda me ocupo das mesmas esperanças que as mulheres de Atenas. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.141).

Mulheres de Atenas, Chico Buarque

Orfandades o destino das ausências.

A porteira  que nos separava da estrada era tristonha. Desafiando as regras da secura, crescia por entre suas ripas e rama teimosa de uma erva daninha que aprendera a resistir aos castigos do calor. Nela eu me reconhecia. Era minha sina recobrir-me com os verdes rastros de esperança que o sol não conseguia anuviar. A porteira apartava-me do mundo, dava-me à vida que se esculpia na matéria retorcida de minha morada simples, lugar de onde eu via a estrada sempre coberta de poeira, saudades e esquecimentos. (MELO, Pe. Fábio De. Orfandades o destino das ausências, 2015, p.83).
Os limites do mundo os meus pés não ultrapassam, mas o que de mais alto existe, minha alma alcança. - Fábio de Melo -

Quando o sofrimento bater à sua porta.


Sofremos porque não podemos tudo o que queremos. Sofremos porque temos um corpo que está condicionado aos limites de sua estrutura e de suas possibilidades. Sofremos porque somos afetados constantemente por situações que nos desinstalam e nos entristecem. Sofremos porque não conseguimos abarcar a totalidade dos fatos, ou porque nem sempre podemos compreendê-los. Sofremos porque não encontramos as respostas de que necessitamos ou porque nos deparamos com respostas que nos assustam. (MELO, Pe. Fábio De. Quando o sofrimento bate à sua porta 2015, p.60).

Tempo de esperas.


A vida é o lugar das Revelações divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que nos privar do direito à transcendência. (MELO, Pe. Fábio De. Tempo de esperas, 2015, p.81).

Quando o sofrimento bate à sua porta.

O sofrimento parece conferir um selo de qualidade à vida, porque tem o dom de revesti-la de sacralidade, de retirá-la do comum e de elevá-la à condição de sacrifício.
Sacrifícios e sofrimentos são faces de uma mesma realidade. O sofrimento pode ser também reconhecido como sacrifício, e sacrificar é o ato de retirar do lugar comum, tornar sagrado, fazer santo.
Esta é a mística cristã a respeito do sofrimento humano. Não há nada nesta vida, por mais trágico que possa nos parecer, que não esteja prenhe de motivos e ensinamentos que nos tornarão melhores. Tudo depende da lente que usamos para enxergar o que nos acontece. Tudo depende do que deixamos demorar em nós. (MELO, Pe. Fábio De. Quando o sofrimento bate à sua porta, 2015, p.18).

🙌🙏


Deus 
sempre sopra algo bom
em nossa direção...basta você 
sentir esse toque... Seja 
na alma ou no coração!

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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