A chaminé II.

Imaginei. A casa simples, o fogão de lenha aceso, a broa de amendoim saindo do forno, o pão de queijo recém-assado, o leite fervido, o silêncio dos móveis e o pequeno rádio tocando modas de tristeza. Imaginei. O capataz de banho tomado, ainda sem camisa, a toalha enrolada na cintura, a porta do banheiro entreaberta e o vão me permitindo ver o barbear lento e ordenado. As costas largas, os contornos de homem feito, pronto para um socorro no meio da madrugada. Eu,  mulher recém-acordada, ainda doída de tanto abraço e pronta para amparar meu homem nos primeiros cuidados do dia. A  lida à minha espera. A roupa suja, a casa por ser limpa, as galinhas para tratar, os ovos para recolher. Caçar os ninhos das poedeiras, varrer o terreiro, amarrar as vassouras e depois fazer um almoço para dois. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.130).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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