Amor inacabado IV.

Aquele infeliz sempre me olhou com olhares "confundentes". Jamais pude saber se me queria ou não. Nunca utilizou a clareza como regra, como se a vida tivesse que passar obrigatoriamente pelo filtro da dúvida.
De vez em quando ele chegava. De vez em quando ele partia. Intermitentes processos de deslocamento que deixavam meu coração em sobressaltos de expectativa. 
(MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.159).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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