Da vida, alheia III.

Sou má. Reconheço isso nos meus desejos. Não posso negar que sempre tive vontade de ter fusca velho só pra deixar bater em motorista imprudente. Sonhos mesquinhos. Eu os tenho a toda hora.
(MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.146).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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