Tarde santa I.

A tarde ardia como as tardes de Adélia. Divinópolis é cidade onde maio não tem fim. Queria ter nascido lá. Infeliz de mim, feliz de Adélia . Sempre fala com devotadas palavras sobre a beleza da mãe. Minha mãe também era bonita, mas eu não tenho palavras que realcem o fato. Não sou poeta. A mim não coube o ofício de ser artesã de palavras. O máximo que consegui nesse mundo foi escrever uma redação que alcançou o terceiro lugar no colegial.  Era quase toda minha. Apenas dei uma espichada de olho num texto que minha irmã transcrevera de um pequeno informativo vindo da capital. Não sei se foi cópia. A professora encantou-se a ponto de marejar de lágrimas os olhos na leitura final, quando em público recebi a medalha de bronze. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.40).


Creditos: joserosariodiarias

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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