Feita para o sacrifício I.


Os desatinos do corpo ainda persistem. O tempo não tem o poder de acorrentar a libido, mas apenas aconchega o desejo em outras modalidades de amor. A dissimulação  inconsciente resguarda a intenção. A caridade é sexo em praça pública. É não há problema algum justificar assim o amor que nutro pelos miseráveis. É gozo recolher no leito o que antes estava no relento. É carícia nos seios, mas que recebo na alma. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.77).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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