Miudezas.


Ando desconfiada de que a escola esteja fazendo mal pra cabeça do Geraldinho. Ontem mesmo veio com umas conversas esquisitas para o meu lado. Tudo começou quando eu lhe  disse: "Deus  tarda, mas não falha, Geraldinho!". A frase estava num contexto. Já me explico. Queria consolá-lo de um calote que ele recebeu do neto do Vicente Moura. O pobre  do Geraldinho lhe vendeu um pião, mais meio cento de bolinhas de gude., e o ordinário não lhe pagou. Depois da minha frase que apelou para a justiça divina, o menino me fulminou com um olhar de desaforo e esbravejou: - Vovó, Deus tem mais o que fazer do que ficar cuidando da safadeza de gente vagabunda!
Quase perdi a fala com aquela reação do menino. Achei forte demais aquela expressão. Sempre fomos muito ponderados nas conversas que tínhamos à frente das crianças. Aprendi com papai. Ele nunca nos permitia  falar palavrões. Depois do acontecido pude concluir que Geraldinho deve ter aprendido isso na escola. Educar uma criança é como cultivar goiabas. Por mais que a gente cuide delas, sempre dão bicho. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.65,66).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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