Os amores e suas incongruências III.

Minha cabeça tem doido também, mas dor de cabeça é muito pouco para me fazer buscar recurso. Toda cabeça dói. É nela que o medo lança suas raízes. Medo dói. O sono que não chega é filho do medo. A insônia me desespera, é na calada da noite que mensuro a ausência que o amor me trouxe. Sofro porque ele não chegou. Saudade de um corpo que não vi, de um homem que nunca bateu à porta. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.87,88).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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