A convertida III.

Eu, como nunca fui vista. Bobes na cabeça, chinelos franciscanos e baldes nas mãos. Naquele instante, no mesmo em que eu me imaginava assim, ocorreu-me a certeza da loucura. Procuraria o doutor Lamartine  na primeira hora de atendimento da segunda-feira. Algo muito sério deveria estar acontecendo comigo. Recordei-me da loucura dos santos. Gente que se apaixonou pelos pobres e que nunca mais conseguiu reassumir a vida antiga de luxos e prazeres. Mas eu não queria isso pra mim. Uma coisa é ter o coração bom,  sensível às necessidades  dos mais pobres. Outra coisa é abdicar do conforto que se tem para ir arear panelas de mendigo. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.31).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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