A mulher e o tempo IV.

A tarde era fria demais para aquela época do ano. O inverno já havia se despedido, mas uma semana  de chuvas intensas foi suficiente para que as temperaturas voltassem a despencar. Eu estava mergulhada em motivos tristes. Olavo resolvera ficar mais uma semana em Santo Antônio do Pinhal, mesmo sabendo  que esse seria o tempo que eu dispunha para estar com ele. Sugeri ir ao seu encontro, mas ele disse que não poderia me receber por lá. Justificou-se com palavras confusas e desconexas. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres cheias de graça, 2015, p.121).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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