Antiguidades II.

Ainda prefiro os casarões de assoalhos com suas paredes altas e seus interiores naturalmente  refrigerados aos apartamentos modernos com suas refrigerações artificiais. A vida moderna e suas transições. O que é de hoje dura pouco. Respiro curto. vida breve, quase um rastro de passagem; um susto.
Antes, a vida prolongada, a demora salutar que nos permitia o costume. A adequação aos poucos e a completa identificação mais tarde. As coisas eram mais velhas que as pessoas. Hoje, não. A idade das coisas não prevalece sobre os humanos. Tudo acabou de chegar. E, muito em breve, vai partir. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.63).

Creditos: jpellizzer

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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