De aço e de flores I.

A arquitetura da minha alma é barroca. Sou fraca, sou forte, sou luz e sou sombra. Sou de aço, sou de flores e foi Elviro que me desenhou assim. Niemeyer desenhou Brasília. Elviro desenhou a mim. O grande problema é que ele me fez de lápis. Tenho medo de que, tomado por um gesto de fúria ele me apague de vez. A borracha ele tem nas mãos, e meus riscos são frágeis. Sou de grafite, sou de barro. Sou bonita, sou marmota. Sou de lata, sou de ouro, sou catedral, sou capelinha. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.159,160).

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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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