Avesso II.


Em dias de calor sinto ainda mais os desconfortos da idade.  O tempo avança os territórios da felicidade, transmuda a paisagem, reconfigura os espaços, descolore a tela.
Vejo da minha janela a constante atuação da ferrugem sobre as estruturas que sustentam os meus  significados. É a vida de desfazendo aos poucos, em grãos, centímetros, partículas miúdas, mas constantemente. (MELO, Pe. Fábio De. Mulheres de aço e de flores, 2015, p.69).


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Mulheres cheias de graça &
Mulheres de aço e de flores

Pe. Fábio deve ter tido inspiração divina ao escrever essas obras. Fiquei fascinada pelo seu notável talento em descrever com tanta propriedade a realidade e os sentimentos da alma feminina. É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada uma dessas mulheres cheias de graças de aço e de flores. Elas são mulheres comum, gente como a gente, sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadoras, destemidas, desbocadas, pobres enjoadas, infelizes, esperançosas, intrometidas, e várias outras. Algumas vezes de aço; e outras de flores.

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